sábado, 7 de fevereiro de 2026

0 O Cristão e a Política

Diz-no o ditado popular: "Crente que é crente, não se em política". Confesso que eu não sei a origem dessa fala, mas que causa espanto, causa.
Deixe-me explicar alguns equívocos que são cometidos, quando se pensa dessa forma. Primeiro, como assim, não se envolver em política? Pastor vota, crente vota, padre vota, espírita vota, católico vota, enfim, todos têm o direito de exercer a sua cidadania no que diz respeito ao voto. Agora opinar sobre ideias de determinado candidato, não pode. Eu sinceramente não consigo entender esse tipo de pensamento, senão vejamos o que, e começo com o que a nossa constituição nos garante, depois falarei algo da Bíblia Sagrada para nós cristãos. 
Vamos ao que diz a Constituição no seu Art. 5, inciso IV, nos diz: "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;", então emitir opinião não é crime, logo, também não é pecado. Mas alguém pode dizer: E o princípio do escândalo tão propalado nas Escrituras? Até entendo esse argumento, mas se opinar sobre política constitui-se pecado, o que dizer de time de futebol, filmes de nossa preferência, onde alguns nos estimula a violência, e nem me venha com a ideia que não tem nada a ver. Ah, tem não? Quer dizer que você nunca se viu realizado quando o bandido é capturado pelo artista, e vibrou na cadeira com aquela sensação de vingança realizada? Ok, não vou falar sobre isso. E digo mais, já vi crentes professos assistindo assiduamente BBBs e torcendo por determinado participante, e ainda fazendo coro para que tal postulante saia daquela casa como vencedor.
Se isso não é pecado, ou como queira, errado, não digo com isso que seja, mas apenas com o desiderato do que estou propondo, confesso humildemente que já não sei mais o que é pecado. Temos que deixar a hipocrisia de lado, e buscar viver de forma a agradar a Deus sem tornar a vida cristã um peso, onde até a liberdade de expressão tem que ser cerceada, para que o indivíduo se torne um "crentão" autêntico.
No aspecto bíblico, o apóstolo Paulo fez a seguinte recomendação ao seu filho na fé Timóteo: "Antes de tudo, exorto que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e serena, em toda piedade e honestidade. Isso é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador," (1Tm.2.1-3). Se eu devo orar pelas autoridades, também devo ter o compromisso cristão de saber escolher em quem vou eleger, com o meu voto, quem será esse candidato. Isso implica ouvir ideias, discuti-las, atacá-las, apreciá-las, enfim, se faz boa escolha pesquisando, ouvindo os candidatos e etc. 
Não vejo nenhum problema se comentar, discutir, conversar sobre política. Agora se o cristão, espirita, católico e qualquer seguidor de uma determinada religião, se envolve em corrupção, devemos dar a esse indivíduo, o mais alto grito de repulsa por sua prática nefanda.  
Somos livres, mas infelizmente muitas pessoas acham que essa liberdade só é permitida, dada as suas conveniências, por isso, de agora em diante, continuarei com as minhas convicções, consciente que não mudarei a opinião de ninguém, nem me proponho a isso, apenas aproveito a minha liberdade para expressar o meu sentimento sobre esse tema. 

O que devemos fazer é respeitar as pessoas, sobretudo, as que pensam diferente de nós, seja na política, no futebol, na crença e em outra área qualquer. Espero ter contribuído para o debate, e levar cada pessoa próxima a entender, que eu prefiro ser um pastor apresentando as minhas falhas publicamente, e olha que falha!, do que fingir, e por debaixo dos panos, onde ninguém está vendo, rolar as coisas mais    

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Pastor Ângelo
AS 06:13

0 Heresias do engano - ambíguo, num é? Mas é isso mesmo!



    Em breve estarei postando as novas/velhas heresias que marcam a teologia do RHEMA. A nossa postura, aviso de forma antecipada, não é apenas de apresentar uma posição meramente pessoal contra esse sistema de ensino que tem mais enganado as pessoas do que ensinado a verdade das Escrituras. 

    Antes de tudo, veja esse vídeo (https://youtu.be/I318QNUX_wM?si=QHt3RKou45yqqtFc)do fundador desse movimento aqui no Brasil. Como ensinar a cura quando se morre de doença? 

    Eu sei que você vai me justificar, dizendo: "Mas ele já explicou o porquê adoeceu." Essa não é a questão. A questão é, como ensinar algo que não funciona em minha vida? 

    Depois vamos nos debruçar sobre esse disparate aqui: 

Finalmente, em desespero, eu apontei meu dedo para o espírito e disse: "Eu te ordeno que fiques quieto, em Nome de Jesus Cristo." Ele parou imediatamente e caiu no chão. Aquela fumaça negra desapareceu e eu pude ver Jesus novamente. O espírito deitado no chão choramingava e gemia como um cachorrinho açoitado, e eu disse: "Não somente fique quieto, mas levante-se e saia daqui!" Ele se levantou e saiu correndo. Eu ainda estava admirado pelo fato de Jesus não ter impedido
aquele demônio de interferir, e certamente Jesus sabia o que eu estava pensando. Ele disse: "Se você não tivesse feito nada sobre isso, Eu não poderia fazer."
"Senhor, eu penso que entendi mal! O Senhor disse que não poderia fazer nada sobre isso, mas realmente o que o Senhor quis dizer é que não  queria."
"Não", Ele disse: "Se você não tivesse feito nada com aquele espírito, eu não poderia tê-lo feito."  (HAGIN. In: Eu Creio em Visões).



Esse será o nosso rumo daqui para frente, apresentar as incongruências do RHEMA BRASIL!

SOLI DEO GLORIA

PR. AACO

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Pastor Ângelo
AS 04:37

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

0 O Cristão e o Suicídio

O Cristão e o Suicídio

Atualmente estamos vivenciando uma série de pessoas que professam a fé cristã, digo cristã no sentido como os crentes eram chamados outrora, protestantes. Não é fácil mergulhar nas águas turvas e profundas desse assunto. Mas vou arriscar alguns singelos pitacos que pululam o meu coração.

Quando lemos às Escrituras Sagradas, nos deparamos com situações que nos chamam à atenção. A titulo de laconicidade, vou-me deter em apenas dois casos, que nos parecem situações de pessoas depressivas. O primeiro caso, é o de Elias. O Livro de I Reis, em seu capítulo 18, a partir do seu verso 16, nos conta à história do profeta do Senhor frente aos quatrocentos e cinquenta profetas de Baal, já que os quatrocentos profetas de Aserá não compareceram. O episódio se desenvolveu no momento em que o covarde rei Acabe, cujo governo estava sob a influência máxima de sua esposa Jezabel, resolveu confrontar Elias com a acusação de que este estava perturbando a Israel. Elias, por sua vez, não deixou a oportunidade sumir, mas devolveu à acusação dizendo que quem de fato estava perturbando à nação era o rei e toda sua família, exercendo um governo nefasto. Diante disso, o profeta do Senhor lançou um desafio a Acabe. Ele mandou que os profetas de Baal e Aserá fossem todos reunidos, e no momento em que todos estivessem reunidos, fosse feito desafio que o Deus que respondesse à oração com fogo, era de fato o Deus que deveria ser adorado.

Desafio feito, temos a partir dos versos 25 à 29 o clamor inlgório dos profetas de Baal. Como não havia qualquer resposta, Elias entrou em cena no verso 30 e pediu para que o povo se aproximasse. Reparou o altar, e então clamou ao Senhor. Nos versos 36 e 37 ele fez uma oração e logo no verso 38 Deus o respondeu consumindo todo o holocausto ali preparado. Elias mandou prender os profetas de Baal, matando-os fragorosamente. A história é bastante rica em como Deus não deixou o seu servo desprovido do seu poder glorioso.

No entanto, a vida não é só feita de manifestações miraculosas de Deus, assim como não foi na vida do profeta Elias. Dias depois, vemos o profeta desiludido com a vida, tendo em vista que a situação não ficou muito animadora para ele, já que havia um mandado de Jezabel para que Elias fosse executado, por ter ele matado a todos os profetas de baal. No capítulo dezenove, verso quatro, o profeta deitado debaixo de um arbusto e sem forças para contornar a situação, pede para si a morte. Beacon diz, " ele se sentia tão deprimido a ponto de desejar que sua vida logo terminasse." Há momentos em nossa vida, nos quais nos encontramos assim, e aí, a mente começa a fazer indagações quase impossíveis de se chegar a uma resposta.

Outro personagem emblemático quando nos referimos à depressão é Davi. o homem segundo o coração de Deus, cf. 1ª Sm.13.14 e At.13.22. No Salmo 32, no qual o consagrado rei de Israel abre o seu coração e fala do estado em que se encontra. Ele diz que via à mão de Deus pesar sobre ele de dia e de noite, a ponto de ele não ter descanso. Calvino comentando esse texto explica "Às vezes sucede que, os que são torturados pela mais aguda tristeza, chegam ao ponto de sua dor os corroer e devorar interiormente e a guardam velada e reclusa em seu íntimo, sem confessá-la, e a violência de sua tristeza se irrompe com tanto ímpeto que não mais podem contê-la." Diante da dor da alma, muitas vezes não sambemos o que fazer.

Homens como o profeta Elias e o rei Davi venceram suas dores na alma. Não por que eles tivessem mais intimidade com Deus ou por que Deus os tratasse diferente. NÃO! Eles venceram porque resolveram confiar na graça do seu Criador. Suportou as mais lancinantes dores, sabendo que havia um Deus que os amava e que cuidava de cada detalhe de suas vidas.

Eu sei que lidar com a depressão não é algo fácil. Há uns que são mais fortes do que outros. Mas o que eu quero dizer é que se Deus cuidou tão bem dos seus no passado, não estará cuidando mais hoje? SIM, está, muitas vezes estamos tão desesperados para resolver os problemas da nossa alma, que não damos tempo suficiente para esperar mais um pouco. Queremos nos livrar logo da dor.

Infelizmente, muitos cristãos têm tentado resolver da maneira mais complexa. Não quero fazer qualquer julgamento acerca dos que partiram para tirar à própria vida. Acho simplório, precipitado, e pior ainda, injusto falar dos que se foram, tendo em mente que o final deles será a danação eterna. Porém, devemos guardar certa ressalva quanto a aceitar tranquilamente que essas coisas aconteçam em nosso meio sem que nos posicionemos. Acredito que se essas coisas estão acontecendo amiúde, chegou à hora de refletirmos melhor acerca da nossa fé. De como estamos nos relacionando com o próximo. É lamentável a falta de empatia de muitos irmãos ante a dor dos que choram os seus mortos.

Diante de tudo, é necessário que primemos pela comunhão. pelo amor não fingido, pela palavra de apoio, e sobretudo, que ofereçamos os nossos ouvidos para ouvir a dor dos que sofrem. Muitas vezes, o que essas pessoas podem ter de mais importante, é a sua presença para contar acerca da dor profunda na qual se encontra. Que Deus nos guie graciosamente, guarde os nossos, e console os que hoje choram copiosamente a perda dos seus ante queridos.

Referência

CALVINO, João. Comentário dos Salmos. Livro 2 (PDF)

WIERSBE, Warren. Comentário do Livro de 1 Reis. (PDF)

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Pastor Ângelo
AS 18:00

sábado, 7 de abril de 2018

0 O Rhema é a Prosperidade

Seria a prosperidade um elemento indispensável na vida do cristão? Muitas vezes ouvimos das pessoas que fazem o curso Rhema, dizerem "declare a vitória" ou "suas palavras têm poder, você precisa apenas exercer a fé de Deus." e por aí vai. A questão é a seguinte, temos nós o poder de fazer as coisas acontecerem usando apenas o poder da nossa palavra? Estarei escrevendo um artigo com base nessa problemática, e veremos que isso não passa de uma falácia totalmente descabida ante o que a Bíblia nos apresenta.

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Pastor Ângelo
AS 08:34

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

2 A FÉ E O COMÉRCIO

Hoje quero me debruçar sobre um assunto que tem chamado a atenção de todos os cristãos comprometidos com as Sagradas Escrituras, a Fé e o Comércio. Alguém já disse certa vez que, "Jesus no comércio da fé, não passa de um produto vendido a prestação". O que preocupa, e muito, é que parece que essa expressão tem sido bastante relevante em muito guetos denominados "evangélicos". 
Qual a relação então entre Fé e Dinheiro? Vou procurar ser conciso nessa resposta. A Bíblia, diferentemente do que Silas Malafaia certa vez afirmou, de que ela fala mais em dinheiro do que qualquer outra coisa, num programa de auditório, para ser mais preciso no The Noite apresentado pelo Danilo Gentili, veja nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=TTm7tFNarF8, fala sim sobre dinheiro, mas não é o que mais ela fala. Qual a posição das Escrituras sobre essa área tão difícil de lidar? O ex-Arcebispo da Paraíba Dom Aldo Pagoto, disse certa vez que "o bolso é a parte mais sensível do ser humano". Vamos direto ao assunto e parar de tergiversar. Em Deuteronômio 15, há uma das mais impactantes orientações sobre recursos financeiros. A orientação de Deus era bem clara, não deveria haver pobre na terra. Israel estava indo para Canaã e lá tinha que conquistar a terra, só que a pobreza sempre ia acompanhar até mesmo o povo da aliança. Mas o que fazer para que a pobreza fosse extirpada do meio do povo? Diz os versos 4 a 11:

 "O SENHOR, nosso Deus, os abençoará ricamente na terra que lhes vai dar. Portanto, não haverá nenhum israelita pobrese todos derem atenção ao que o SENHOR ordena e obedecerem a todos os mandamentos que hoje eu estou dando a vocês.

Conforme prometeu, o SENHOR Deus os abençoará: vocês emprestarão a muitos povos, mas não tomarão emprestado de ninguém; terão domínio sobre muitos povos, mas não serão dominados por ninguém.

Se houver um israelita pobre em qualquer cidade da terra que o SENHOR, nosso Deus, vai dar a vocês, tenham pena dele e o ajudem. Sejam generosos e emprestem todo o dinheiro que ele precisar.

Se isso acontecer quando estiver perto o sétimo ano, o ano em que as dívidas são perdoadas, talvez você pense em não ajudar o necessitado. Afaste esse mau pensamento e ajude o seu patrício israelita; se não, ele gritará a Deus contra você, e você será culpado de pecado.

Não dê com tristeza no coração, mas seja generoso com ele; assim o SENHOR, nosso Deus, abençoará tudo o que você planejar e tudo o que fizer.

Sempre haverá pobres e necessitados no meio do povo, e por isso eu ordeno que vocês sejam generosos com todos eles." (Enfase acrescentada).

O que dizer então de não haver pobre na terra, quando na verdade vai haver? É interessante como Deus se antecipa a um acontecimento. A única regra para não haver pobre na terra, é justamente a liberalidade de os irmãos se ajudarem. O Verso onze é enfático "Sempre haverá pobres e necessitados no meio do povo, e por isso eu ordeno que vocês sejam generosos com todos eles." Ou seja, para que a pobreza fosse evitada, os que dispunham de recursos deveriam ser generosos com o próximo carente. Já dizia Davi no Salmo 37.25 "Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi um homem bom abandonado por Deus e nunca vi os seus filhos mendigando comida." Oxalá tivéssemos mais liberalidade no doar aquele que necessita!

     Mas o que isso tem a ver com Fé e Comércio? Alguém pode perguntar. Já dei voltas demais sobre a questão, prometo ir direto ao ponto agora. Hoje há, de forma indiscriminada, "pastores" - uso esse termo entre aspas de propósito, pois não os acho pastores no sentido bíblico - que fazem uso de textos bíblicos para fundamentar as mais absurdas idiossincrasias na área financeira. É pastor que vende vassoura ungida, outros que mandam as pessoas deixarem as chaves e os documentos do carros para a igreja, outros que passam camisa com o sangue do após-tolo com poder de curar, etc. é como se fosse algo apotropeico, basta fazer isso, que tudo o que atrapalha vai ser eliminado.
   
     Enquanto a criatividade desses mercenários não para, eles se locupletam de forma absurda, onde vemos esses mesmo andando de jatinho, com segurança particular, uns até com autorização para matar se for necessário, pois são gente bem preparadas no que fazem!, fazendas, carros de luxo, mansões, etc. E o povo sofrido sendo enganado por esses falsários da palavra de Deus. Mas será que os culpados são os falsos pregadores ou a sanha do povo em negociar com Deus também não merece atenção? Sinceramente, fico absorto nesse mar que navega a fé e o comércio, pois a liga que os une é muito mais forte do que imaginamos. Como as pessoas se deixam levar por tanta falta de respaldo Bíblico?

   Que haja tempo para as pessoas abrirem os olhos e entenderem que fé e comércio não é uma  boa combinação. Pois nessa relação, só um lado ganha, nesse caso, o lado mais bem preparado para enganar. 

     Provérbios 3.9-10

    "Adore a Deus, oferecendo-lhe o que a sua terra produz de melhor. 
    Faça isso, e os seus depósitos ficarão cheios de cereais, e você terá tanto vinho, que não será capaz de armazenar."
    Desde que o dinheiro que você dê na igreja seja para ajudar os que mais precisam, e mais, que aja a relação binária, quais são? Voluntariedade por parte de quem doa, sem coação, imposição, etc.  e Transparência por parte de quem recebe, expondo relatórios claros das finanças, para que os que contribuem saiba para onde a sua contribuição está indo. Omissão nessa clareza das finanças recebidas pela igreja, é sinal de preocupação, pelo menos deveria ser. Já somos atoleimado pelo Estado Brasileiro, que nos joga impostos escorchantes e não nos devolve a clareza que tanto necessitamos.  
   

    Estou encerrando esse texto ouvindo a música "Ainda Bem" de Marisa Monte. Ainda bem!


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Pastor Ângelo
AS 07:18

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

11 HERESIA DA VASSOURA UNGIDA


       
Pois é amigos, estamos vivendo dias difíceis para a cristandade hodierna. Toda heresia, infelizmente, emana de um texto bíblico mal interpretado. No caso do vídeo em tela não é diferente. A falta de pudor dos vendilhões é de causar náusea em qualquer pessoa preocupada com a exposição do texto bíblico.  Para entendermos o que se passa na cena do texto arrolado, que fundamenta
tal heresia, nos valemos do apoio de Stanley Horton, no seu comentário de Isaías.
Sobre o verso 23, diz Horton: A destruição da Babilônia será tal que só animais inferiores habitarão nela. O agente de Deus para torná-la "lagoas de águas" (ou pantanal) e varrer a cidade com a rígida "vassoura de perdição" seria Senaqueribe. Ele a arrasou em 689 a.C. e cavou trincheiras a partir do rio para inundar a cidade e transformá-la em um pântano. (Horton, 2002, p.172).

         A falta de uma simples análise pode botar o texto a perder! Mas quem disse que os hereges têm interesse em analisar o texto hermeneuticamente? Quando os interesses pessoais estão acima da verdade, a verdade sempre será distorcida!

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Pastor Ângelo
AS 16:02

95 REFUTANDO ALGUMAS HERESIAS DO RHEMA BRASIL

O presente texto visa apontar doutrinas difundidas em vários seguimentos tidos como “evangélicos”, que causam embaraço na mente dos incautos, que por falta de interesse, ou por não saber refutá-los, aceitam como verdades inconfundíveis.

Eis um, dos vários ensinamentos que vamos apresentar seguidamente, que se não for entendido de forma correta, pode causar frustração e até revolta contra Deus e sua palavra.

Há um seminário bem conhecido no Brasil, O RHEMA Brasil, que tem ensinado várias disciplinas, dentre as quais me deterei na seguinte: “CRISTO AQUELE QUE CURA”. Nada contra o tema, pois cremos que Jesus continua operando em nossas vidas e também através de nossas vidas. O problema está na forma como tal ensinamento é apresentado. O professor dessa disciplina, não obstante, tenha morrido de uma séria enfermidade, mesmo assim ensinava a seguinte “verdade” para os estudantes da referida escola de teologia:

Está matéria tem o propósito de ajudá-lo a enxergar aquilo que o nosso Deus tem reservado para que vivamos uma vida LIVRE (sic) de enfermidades, desfrutando do prazer de viver a vida abundante que ele já nos concedeu em Cristo Jesus.


Pois é, e ainda tem a tese, defendida pelo autor da famigerada teologia da confissão positiva, E. W. Kenyon, que Hank Hanegraaff o chama de pai do moderno movimento da fé. “É tão errado para um crente carregar suas enfermidades quando Jesus já as carregou, quanto é errado para ele carregar os seus pecados quando Cristo já os carregou”, (E. W. Kenyon).


Vejam bem o quanto é danosa essa afirmação. Ninguém carrega enfermidade em sua vida porque quer. Se olharmos a luz das Escrituras vemos que muitas pessoas foram curadas segundo a sua fé em Jesus. Mas isso não implica que todos têm o direito de determinar a cura em sua vida, ou na vida de algum parente para consegui-la conforme a sua fé.


Vejamos alguns exemplos de pessoas que foram curadas no ministério de Jesus.


Lucas 8.40-56. Narra dois impressionantes milagres no ministério do Mestre. Um foi a cura da mulher do fluxo de sangue, que a doze anos vinha sofrendo com esse mal, VV. 40-48. E o outro a ressurreição da filha de Jairo, VV 49-56.


É importante ressaltarmos que nos dois casos em apreço, há suas peculiaridades. A mulher foi curada por causa da sua fé, já no caso da filha de Jairo, ele é consolado por Jesus para que apenas creia que a situação seria normalizada. Até aí podemos dizer que os milagres foram reais. Pois o texto bíblico não deixa dúvida quanto a isso.


Porém, vale salientar que não foi por causa apenas da fé de ambos que o milagre aconteceu, mas sim, por causa da graça de Cristo em curar as pessoas no seu ministério, bem como essa seria uma prerrogativa do messias prometido. Se analisarmos o texto de Deuteronômio 18.18, o profeta prometido devia ser tal qual foi o grande Moisés, mas com prerrogativas acima das de Moisés, cf. Mt.16.16.


Se a fé fosse uma prerrogativa infalível para obtermos a cura quando determinamos, enfrentamos sérios problemas na vida. Jesus falando acerca dos galileus que foram mortos por Pilatos, pois muitos pensavam que isso aconteceu porque os massacrados eram pecadores e dignos de morte mesmo. Só que Jesus desfaz essa crença ao afirmar: “ [...] Pensais que esses galileus, por terem sofrido essas coisas, eram mais pecadores que os outros? Eu vos digo que não; antes, se não vos arrependerdes, todos vós também perecereis”, (Lc.13.2,3). Ou seja, a desgraça acompanha a humanidade, independente se a pessoa tem fé ou não. Falarei mais sobre isso depois. E o que dizer dos dez que foram curados e só um voltou, que era justamente samaritano, glorificando a Deus? (Lc.17.11-19). Nesse caso o pedido de ambos era um só: “e gritaram: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” v 16. Observem que o pedido era por compaixão, e não porque eles estavam determinando.

Se formos sinceros, veremos que a vida cristã não é tão triunfalista quanto muitos tentam passar para as pessoas, que não têm interesse em perscrutar nas Escrituras tais ensinamentos.

E o que dizer das pessoas fiéis a Deus, que mesmo assim sofrem por tragédias, enfermidades incuráveis e tantos outros males que a vida apresenta? Estariam essas pessoas condenadas a sofrer por falta de fé, ou porque não sabem determinar a cura em suas vidas, ou devemos aceitar os propósitos de Deus, mesmo que eles nos sejam desconhecidos e não tão satisfatórios momentaneamente?

O que não podemos, é aceitar ensinamentos que visam tumultuar a fé das pessoas. Há dois textos que o RHEMA faz uso para confundir a mente dos seus alunos. Citarei ambos e os comentários dados pelo referido curso.

(Tiago 1.17) – TODA BOA DÁDIVA E TODO DOM PERFEITO são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sobra de mudança.

(Provérbios 10.22) – A Bênção do SENHOR enriquece, e, com ela, ele não traz desgosto.

Agora veja o comentário que o curso apresenta:

A enfermidade e a doença não podem ser enquadradas no padrão estabelecido pela Bíblia para que o que procede de Deus, pois ninguém poderia afirmar que uma doença ou enfermidade é uma “boa dádiva”, um “dom perfeito” ou uma “bênção que não traz desgosto. Além disso, a Bíblia diz que a vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita”, assim sendo, a doença não poderia ser da vontade de Deus.


Estaria os professores dessa escola teológica agindo corretamente? Acredito que não, e passarei os motivos.

O texto de provérbios não fala de forma alguma que doença não provém de Deus. O comentário Beacon apresenta alguns pontos que nos servem de norte para entendermos o que o autor quis externar nesse capítulo. Ele assim diz: “As palavras justiça v 2 e justo, v 3, tão proeminentes neste capítulo, são palavras-chave em provérbios”. E acrescenta “O homem justo é orientado pela sabedoria , v 13, e a sua fala é disciplinada, v 14. Ele continua apto a ser ensinado, v 17. A sua fala é digna de ser ouvida, v 20. As suas palavras são bênçãos para os outros, v 21. A sua fortuna consiste nas riquezas superiores que somente Deus pode dar, v 22. (Comentário Bíblico Beacon, CPAD, p.382).Onde encontramos alguma descrição de doença no referido texto, para fundamentarmos a cura? Portanto, não podemos amparar a ausência de enfermidade alegando uma bênção de Deus, sendo assim, muitos ímpios vivem mais saudável do que muitos crentes fiéis, cf. Sl.73.1-13! Como também não podemos alegar a presença de algum mal físico como um castigo dEle, cf. Jó.1.

Quanto a Tiago 1.17, temos um texto emblemático, pois o mesmo fala de alguns princípios, como suportar provação, VV 2-4, falta de fé, VV 5-8, o perigo da soberba VV 9-11, Deus não tenta ninguém, VV 12-15, e por fim, a origem das boas dádivas, ou seja, no próprio texto não temos referência a questão das enfermidades.

Se não analisarmos o texto nessa perspectiva, teremos que apontar sérios distúrbios em personagens como Elias e Davi. Vejamos o que esses dois homens passaram em suas vidas.

Comecemos por Elias, esse grande profeta de Israel, que foi acometido de um mal comum a nossa sociedade, talvez uma terrível depressão, pois em 1ªRs.19.4, lemos: “Mas ele(Elias) entrou pelo deserto, caminho de um dia, sentou-se debaixo de um arbusto e pediu a morte, dizendo: Já BASTA, ó Senhor. Toma agora a minha vida, pois não sou melhor que meus pais” (ênfase acrescentada). Um profeta de Deus optando pela morte, quanta incongruência!

E o maior rei humano de Israel, Davi? No salmo 32.3,4, lemos: “Enquanto eu me calei, meus ossos se consumiam de tanto gemer o dia todo. Porque tua mão pesava sobre mim de dia e de noite; meu vigor se esgotou como no calor da seca”. Vejamos o que o comentário Beacon diz sobre essa passagem: “[...] é possível que a condição descrita nesses versículos tenha sido de uma enfermidade física séria, possivelmente uma febre intensa. (Comentário Bíblico Beacon. CPAD, p.169). E segundo o verso 4, quem estava com sua mão pensando sobre a sua vida?


Concluo esta parte, certo de que Deus é soberano em todas as coisas, mesmo quando a vida nos surpreende com tragédias e coisas que não estamos acostumados. Se orarmos conforme Cristo ensinou aos seus discípulos em Mt.6.9-13, teremos uma compreensão bem abalizada da vontade soberana de Deus para as nossas vidas. Agora, se sorvermos o que alguns televangelistas pregam, dizendo: “Não precisamos mais sofrer. É por isso que temos de assumir o que nos pertence, pondo o poder de Deus em ação. Amado, assuma a posição de herdeiro do Senhor Jesus, tome posse do que é seu! Não jogue fora essa oportunidade” (Soares em 12 Mensagens que funcionam. Ed. Graça. Rio de Janeiro,2007, p.47), teremos sérias dificuldades de assimilarmos a soberania do Rei desse Universo. Deus é soberano em todas as coisas, e não naquilo que satisfaz o nosso ego.

No próximo texto falaremos mais sobre cura e finanças.


ATT. Pr. Ângelo André Couto de Oliveira.

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Pastor Ângelo
AS 15:09

quarta-feira, 23 de abril de 2014

0 Eu não Vou para a Igreja Porque ...

 
 É quase uma regra ouvir de algumas pessoas que não estão interessadas em ir para a igreja, usando do seguinte artifício: "É por isso que eu não vou para a igreja, pois acho errado pastor se meter nisso, irmão que não faz aquilo e etc e etc". 

   Não podemos esquecer que o testemunho cristão é importante, e também causa um certo impacto na vida daqueles que não tem nenhum compromisso com a igreja. Só não devemos esquecer também que, há algo mais complexo na questão que, independe da vontade da pessoa. 

   O apóstolo Paulo escrevendo para a igreja de Éfeso diz no capítulo 2.1-7:

 "Ele vos deu vida, estando vós mortos nas vossas transgressões e pecados, nos quais andastes no passado, no caminho deste mundo, segundo o príncipe do poderio do ar, do espírito que agora age nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos, seguindo os desejos carnais, fazendo a vontade da carne e da mente; e éramos por natureza filhos da ira, assim como os demais. Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo imenso amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos pecados, deu-nos vida juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus".

   Aqui está um dos maiores dramas da vida cristã! Segundo as palavras do apóstolo Paulo, a questão de se aceitar estar livremente na igreja, ou a liberdade de rejeitar estar presente nela como reconhecimento de que a Igreja é um projeto de Deus, onde nos reunimos para louva Aquele que Reina e Vive para sempre,  vai muito além de meros sentimentos de ir ou não ir. A questão é que envolve morte espiritual, e causada pelo pecado. 

   As palavras iniciais transgressões e pecados tem uma conotação muito forte. O termo grego parptoma (delito), conforme a versão Almeida Revista e Atualizada, segundo Stott, "é um passo falso, que envolve ou a travessia de uma fronteira conhecida ou um desvio do caminho certo". O segundo termo hamartia (pecado, ARA), ainda segundo Stott, significa, "mais um erro d o alvo, deixando de chegar à altura de um padrão". Para o referido comentarista, as duas palavras juntas descrevem claramente os nosso pecados de comissão e omissão. 

   O Dr. Lloyd Jones sem meias-palavras faz uma exposição impactante desses termos adotados aqui pelo apóstolo Paulo. Ele diz que uma ofensa "É uma transgressão externa. De fato o sentido radical da palavra é algo que se aparta do verdadeiro e do íntegro". Segundo ele pelo fato de o homem ter sido criado para ser íntegro, verdadeiro, justo e santo, mas que se apartou desse estado, e não ser mais íntegro, ele arremata: "É como algo inclinado ou caindo ao chão; saiu da sua posição verdadeira, da sua posição perpendicular". 

   Com relação a palavra "pecado". Aqui, segundo Jones, "inclui todas as manifestações do pecado considerado como um princípio interior". É interessante como tais comentaristas conseguem extrair do texto bíblico verdades neles contidas, que nos fazem refletir profundamento o sentido cristão. Asseverando de forma prática o que Paulo quis dizer com o uso dos dois termos, diz Lloyd Jones: " Há em cada um de nós este princípio corrupto, e este se manifesta no que chamamos pecados. Temos, pois, aqui, uma defimição muito compreensiva da vida do homem fora da graça divina - uma queda do verdadeiro, do certo, do íntegro e do homem fora da graça divina - uma queda do verdadeiro, do certo, do íntegro e do justo, e todas as manifestações externas deste princípio mau que há dentro de nós. É isso que se quer dizer com ofensas e pecados".        

   Portanto, antes de darmos ouvido ao que tais pessoas dizem, precisamos olhar para as Escrituras e deixar com que elas nos guiem pelas sendas retilíneas da verdade.

   Digo verdadeiramente que não é pela atitude de alguém que os ímpios não vão para a igreja, mas é por causa do estado de pecado que se encontra a raça humana. Mortos em pecados e delitos. E se Jesus não ressuscitar tais pessoas, elas jamais sentirão prazer em estar em Sua presença. Reconhecer que a Igreja é um organismo que no decorrer da história Deus tem manifestado a sua graça de forma maravilhosa, cf. Ef.3.10, "para que agora a multiforme sabedoria de Deus seja manifestada, por meio da IGREJA, aos principados e poderios nas regiões celestiais,". 

   Portanto, antes de você dizer alguma coisa sobre a igreja e sobre as pessoas que fazem a mesma, cuidado, pois persegui-la traz implicações seríssima, pois havia um certo homem que tentou fazer isso e não foi bem sucedido. É só analisar At.9. 

    Fico extremamente feliz pelo fato de saber que as Escrituras são bem claras quanto ao estado do homem. Pois quando nos debruçamos diante dela, podemos conhecer o agir de Deus no decorrer da história e como ele nos enxerga. 

    Espero que antes de alguém fazer tal tipo de comentário, analise melhor os seus próprios argumentos. Até porque a vida moderna nos coloca numa condição de rejeição das autoridades constituídas, e isso não exime as autoridades eclesiásticas.

    Saiba que o seu problema não é a conduta do pastor ou das ovelhas que privam você de ir a igreja, mas sim, o seu comodismo com o pecado. Pois até agora não me lembro de ter ouvido alguém fazer esse tipo de comentário e perder noites e mais noites em farras. Se isso fosse verdadeiro, o discurso para não ir a igreja, quer dizer que nas farras só tem santos!? Que coisa, não? A hipocrisia tem se manifestado de forma profusa. Ó mundo difícil de se compreender! 

*AACO
Referência

Bíblia A21
JONES, D. M. Lloyd. Reconciliação: O Método de Deus. São Paulo: Ed. PES, 1995.
STOTT, John R. W. A Mensagem de Efésios. A Nova Sociedade de Deus. São Paulo: Ed. ABU, 2007.

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Pastor Ângelo
AS 08:43

quarta-feira, 16 de abril de 2014

4 A Triste Sina dos Pregadores do Evangelho da Prosperidade

   
O que acontece com o evangelho, quando ele deixa de ser evangelho, e passa a ser usado ao gosto do freguês? 

      Eu estou lendo algumas literaturas que fogem a meu perfil teológico, mas como me deterei na questão de combater alguns modismos que tem assolado as nossas igrejas, sou obrigado a ler coisas que me chocam bastante. E ao mesmo tempo, me preocupa o fato de determinadas teologias serem disseminadas em muitos púlpitos de igrejas, sem que os ouvintes tenham a perspicácia para tecerem um comentário crítico a tais disparates. Senão analisemos um suposto "sonho" que uma pessoa teve, um homem de negócios, segundo relatado no Livro "Há Poder em suas Palavras" de autoria de Don Gossett, publicado pela Editora Vida, ao se encontrar com ele, Gossett, quando foi cobrar a dívida de um amigo que devia uma soma grande de dinheiro. O sonhador conta para Gossett que, no caminho até a casa do devedor, precisou ficar em uma pousada, e que durante a noite, antes de chegar ao seu destino, teve um sonho, e que sonho!

        Ele sonhou que chegava na casa do seu devedor e que o mesmo o convidaria para fazer um culto matutino, até aí tudo bem, o chocante é que o recepcionista o convida para ler o salmo 23, agora vem a parte principal, o que transcreverei é o conteúdo do sonho que o cobrador teve com relação ao salmo. Passo agora a transcrever o sonho ipsis litteris:



       "O Senhor é o meu banqueiro; nada me faltará. Ele me faz repousar em minas de ouro; Ele me dá a combinação de seu cofre-forte. Ele restaura o meu crédito; ele me mostra como evitar os processos legais por amor do seu nome. Sim, ainda que eu ande pelas sombras das dívidas, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua prata e o teu ouro me resgatam. Preparás um caminho para mim na presença dos meus cobradores; enches os meus barris com óleo; minhas medidas transbordam. Certamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e eu negociarei em nome do Senhor" (Há Poder em suas Palavras. Ed. Vida, Miami, Flórida:1990, p.76) Ufa, que coisa, não?!


      É triste constatarmos esse tipo de comportamento diante do texto sagrado e mesmo assim, vermos as pessoas aceitando essas coisas, como se fossem a mais realística das verdades. É preciso uma volta urgente ao evangelho genuíno, uma vez que essas garras estão sendo postas em solo brasileiro de forma profusa. Ou a igreja se pronuncia de forma clara e contundente, ou então, teremos que ceder aos ditames dela, e torná-la ortopraxia para os nossos eclesianos de forma geral. O resultado dessas bizarrices não serão vistos a longo prazo, até porque hoje em dia temos os nossos copastores, ou quem sabe, se não já estamos sendo copastores encenando no palco do obscurantismo, enquanto os televangelístas midiáticos já nos solaparam o nosso lugar.

      Será que somos copastoreados por pessoas da estirpe de Silas Malafaia, Romildo Ribeiro Soares o vulgo missionário R R Soares, Waldemito Santiago, Edir Macedo e et alli? Ou não sendo os seus coadjuvantes aonde eles fazem o papel principal? Depois só não podemos achar que estamos fazendo a coisa certe, quando na verdade estamos nos omitindo na tarefa de ensinar o evangelho puro e simples do mestre, com medo de perder a audiência nos cultos das nossas igrejas.

      Sou taxativamente favorável ao que o Rev. Hernandes Dias Lopes fala em uma das suas pregações, quando ele diz que nós sofremos de dois males. O mal da numerologia, com isso, ele diz que nós nutrimos um apego exacerbado aos números, e por isso, rotulamos a temperatura espiritual da igreja pelo número de pessoas que a frequenta regularmente. O outro mal é o da aversão aos números, com a prerrogativa de que Deus está mais interessado em qualidade do que em quantidade, achamos que não devemos nos preocupar com mais pessoas na igreja. 

     Isso posto, só nos resta lamentar e chorar as nossas falhas no campo teológico. Até porque, embora não em linhas gerais, mas em grande escala, teologia parece que insiste em ser coisa do diabo para muitos crentes e principalmente aqueles que são espirituais e espiritualistas, tal qual os pietistas do séc.XVII. 

    Na esperança de um dia ver a igreja viver o evangelho, insistirei que a pregação da Palavra de Deus a qualquer preço, é mais vantajosa para aqueles que servem verdadeiramente ao Senhor.   

#AACO

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Pastor Ângelo
AS 07:45

terça-feira, 8 de abril de 2014

33 RESPOSTA A UMA ALUNA DO RHEMA BRASIL DE SOLEDADE

     Quero usar desse espaço para emitir uma resposta, a pedido, diga-se de passagem, a uma aluna que estuda no Rhema de Soledade. A amiga entregou o material a uma das minhas ovelhas, e pediu ao mesmo para que tal material me fosse entregue para eu avaliar, e ver que lá eles não ensinam nada que não seja bíblico. 

    Quero deixar bem claro que a minha defesa se resume ao conteúdo da apostila que tenho em mãos, que me foi entre, com o desafio de apresentar os erros, se porventura tivesse, como a própria aluna da referida escola me desafiou. Portanto, não atacarei pessoas, me reservarei o direito de comentar o que avaliar de incompatível com as Escrituras Sagradas. 

     Vamos ao conteúdo. A apostila que eu tenho em mãos é intitulada de "CRISTO AQUELE QUE CURA", de autoria de Gilson Lacerda. No prólogo diz "A Palavra de Deus afirma que o diabo veio para matar, roubar e destruir, mas que Jesus veio para nos dar vida, e vida em abundância. Entretanto, há muitos PENSAMENTOS ERRADOS sendo disseminados acerca da fonte das doenças e da disposição de Deus em curar os homens" (ênfase acrescentada).  

      Podemos inferir que a coisa vai aprofundar bastante sobre essa questão. Primeiro, o texto de João se analisado respeitando o seu devido CONTEXTO, não se refere ao diabo propriamente dito. Mas sim ao sistema religioso. Carson comentando o verso 10, em tela diz: "Essa é uma forma proverbial de insistir que há somente um meio de receber vida eterna; somente uma fonte de conhecimento de Deus; somente uma fonte de nutrição espiritual; somente uma base para a segurança espiritual - somente Jesus". No  que diz respeito a figura que vem para matar, roubar e destruir, o mesmo comentarista faz um comparativo desse personagem com os maiores ditadores com os seus regimes totalitários que mataram, roubaram e destruíram em nome de um ideal humano maquiavélico. Carson arremata dizendo "Jesus tem razão. Não é a doutrina cristã do céu que é um mito, e sim o sonho humanista de utopia".  (Comentário de João, p.182).  Jamais vemos alguma indicação do capiroto nessa passagem.  Outro dado intrigante é o uso do termo em Jo.10.10, com referência ao verbo matar no grego que é (quo), a Chave Linguística do Novo Testamento diz que termo tem o sentido de matar, abater para alimentação. (Chave Linguística do Novo Testamento, p.178). Isso posto, fica insustentável a ideia de que João esteja se referindo ao diabo. 

      O texto da apostila vai mais adiante no assunto sobre cura de enfermidades. Ainda no prólogo temos, "Esta matéria tem o propósito de ajudá-lo a enxergar aquilo que o nosso Deus tem reservado para que vivamos uma vida LIVRE de enfermidades, DESFRUTANDO do prazer de viver a vida abundante que ele já nos CONCEDEU em Cristo Jesus". (ênfase acrescentada). Por que coloco palavras em destaque? Porque observo como essa turma do Rhema sabe ludibriar as pessoas, levando-as a um caminho perigoso e pernicioso, no sentido de forçar a barra numa credulidade irrefletida. 

      Se ficar livre de enfermidade fosse algo tão simples assim, por que o "apóstolo" Bud Wright morreu doente? Inclusive há vídeos dele no youtube ensinando como ser curado (vide link, aqui, https://www.youtube.com/watch?v=8Ne36-h8m1c). Aí eu pergunto, é ou não é incongruência com a verdade em todos os sentidos? Eu queria saber como encontrar essa vida abundante que o Rhema Brasil tem ensinado. Ela é se configura inexistente pelo fato de pessoas que acreditam nisso, continuarem morrendo por causa de enfermidades.    

       O que causa arrepios é a citação do fundador do movimento da fé, chamado E. W. Kenyon, que diz: "É tão errado para um crente CARREGAR suas enfermidades quando Jesus já as carregou, quanto é errado para ele carregar os seus pecados quando ele já os carregou".  Quer dizer que as enfermidades são carregadas por pessoas, porque não conseguem se desvencilhar delas, apenas com uma simples ordem, ou quem sabe obediência a palavra? Isso não corrobora com os ensinamentos bíblicos. Jesus em nenhum momento atribuiu enfermidades como falta de fé, embora que em alguns momentos ele as curou, quando as pessoas partiam em sua direção numa atitude de fé, e.g., A mulher do fluxo de sangue em Lc.8.43, o cego de Jericó Lc.18.35ss. Mas daí dizer que ser curado basta apenas uma atitude de fé, é incompatível com outras passagens das escrituras.

      O próprio Jesus disse, consertando a ideia equivocada de pecado dos próprio discípulos, quando indagado pelos mesmos sobre a cegueira de um rapaz registrada em João 9, que nem ele e nem seus país pecaram, para que ele nascesse com tal anomalia.  Estaria Jesus usando de engodo para depois mudar de ideia? Claro que não! Em nenhum local das Escrituras vemos o diabo como agente direto das enfermidades, ou seja, não há como provar que toda enfermidade é oriunda do diabo, ou diretamente causada por algum tipo de pecado. Estou dizendo num sentido mais Stricto Sensu. O que o pecado de Adão nos legou, está além da nossa capacidade de compreensão, portanto, é falacioso atribuir algum tipo de enfermidade a ação direta de satanás ou pecado. Se assim fosse, como poderíamos defender o caso do próprio "apóstolo" do Verbo da Vida, que morreu por contrair diabetes e morreu depois de fazer várias seções de hemodiálises? Estaria ele com algum pecado? E se sim, por que ele mesmo não fez uso do que pregava, conforme o conteúdo do link, acima? 

        Na página 2 da apostila tem uma afirmação assim: "Além disso, (disso, no contexto, diz respeito a enfermidades como paradoxos ao que está registrado em Tg.1.17 e Pv.10.22) a Bíblia diz que a vontade de Deus é 'boa, agradável e perfeita', assim sendo, a  DOENÇA não poderia ser da vontade de Deus". Mais uma vez eu pergunto. Estaria o "apóstolo" Bud fora da vontade de Deus? Como podemos "tirar" Deus dessa furada, se tudo isso for verdade? É evidente a falta de coerência da turma do Rhema com as Escrituras, não é aceitável que pessoas sensatas não observem esses disparates cometidos por pessoas, que talvez na tentativa de ser espirituais, possam continuar enganando os incautos, com tanta desinformações escriturísticas. O que está registrado aqui, não é de minha invenção ideológica, ou uma tentativa desenfreada e descabida de debochar de tal curso bíblico, mas fatos documentados pela própria instituição que chegaram até mim. 

O que é mais sério ainda, é o texto que se encontra na oitava linha da página 2, sobre a defesa que eles, a galera do Rhema, faz sobre Satanás. Leiam e vejam se podemos aceitar essa aberração: "Satanás certamente nos odeia - (isso é fato) pois foi tomado de revolta e inveja pelo homem ocupar a posição a qual ele cobiçara. Nós somos EXATAMENTE o que ele quis ser e não pôde: "imagem e semelhança de Deus" (ênfase acrescentada). Gente, isso é bíblico? De onde podemos inferir essa ideia? 

         As aberrações não param, vão aprofundando de forma, quase que sem controle. Na página 3 parágrafo segundo, há uma das maiores aberrações que uma pessoa pode cometer em termos de heresias. Vejam só: "Ao pecar o homem morreu espiritualmente e foi destituído da glória que tinha na comunhão com Deus. Assim passou - pare e respire um pouco - a ter a natureza de Satanás em si, ou seja, passou a ser escravo do pecado e subjugado à sua carne e ao diabo". Eu preciso do meu Captopril agora, alguém pare a espaçonave no planeta terra! O homem depois do pecado passou a ter a natureza de Satanás? Como isso passou a ser uma realidade na vida do homem? Em que lugar vemos isso sendo explicitado de forma veemente nas Sagradas Escrituras? 

       Analisando o material em mãos, podemos fazer afirmações sinceras e honestas. Não é possível que um movimento como o Rhema Brasil possa está disseminando as suas mais terríveis heresias sob a nossa inteira leniência. É preciso um posicionamento arrojado contra essas aberrações que estão entrando na mente de muitas pessoas em vários lugares do Brasil, inclusive na minha amada Soledade. Venho trazer essas constatações a pedido, não tinha interesse de publicá-las aqui, mas como me foi feito o desafio, eu o assumi na tentativa de elucidar algumas questões como uma maneira de externar o meu parecer sobre tais ensinamentos. 

         Ainda não é o fim, estou lendo o material paralelo a outras coisa e assim que tiver um tempinho estarei refutando os demais erros teológicos do Rhema Brasil. 

to be continued

*AACO

   
    

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Pastor Ângelo
AS 10:28

quinta-feira, 3 de abril de 2014

0 Palavras que vem do latim - Professor Sérgio Nogueira

Palavras que vem do latim - Professor Sérgio Nogueira 

Para quem se interessa em querer aprender o desenvolvimento da nossa língua mather. 

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AS 08:08

quarta-feira, 2 de abril de 2014

2 O CRISTÃO E A PROSPERIDADE

Tenho constatado que esse é um tema bastante controverso no seio da cristandade hodierna. Talvez o que tem gerado um entendimento, ou quem sabe, uma distorção desse tema, seja a malfadada Teologia da Prosperidade, doravante denominada de TP. 

A pergunta que precisamos discutir é, o que é prosperidade bíblica, e o que é prosperidade na TP? Vamos começar do começo, é claro! Prosperidade bíblica tem a ver com as bênçãos de Deus derramadas sobre a vida do seu povo no decorrer da sua relação com eles. Isso pode ser percebido em passagens como Dt. 15.4,5: "Entretanto, não haverá pobre algum no teu meio (pois o SENHOR certamente te abençoará na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança para possuíres), desde que ouças com atenção a voz do SENHOR, teu Deus, cuidando para cumprir todo este mandamento que hoje te ordeno". Desde que se respeite o contexto que essa passagem se encontra, uma vez que o verso anterior explica claramente o que o final do verso 5 diz: "cuidando para cumprir todo este mandamento que hoje te ordeno", isso remete ao mandamento do versos 1- 3 que dizem: " No fim de cada sete anos, praticarás o perdão das dívidas. Procederás deste modo: todo credor perdoará o que tiver emprestado ao próximo; nada exigirá do seu próximo ou do seu irmão, pois é proclamado o perdão do SENHOR.  Poderás exigi-lo do estrangeiro, mas tu* perdoarás o que te pertencer e estiver em poder do teu irmão". A prosperidade em tela aqui, está claramente atrelado a duas coisas. Primeiro, é uma prosperidade restrita a terra prometida e ao povo de Deus, desde que eles sejam cumpridores das suas obrigações com os necessitados, pois Dt.15.7,8, fala de forma elucidativa sobre isso: " Quando algum de teus irmãos for pobre, em qualquer das cidades na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá, não endurecerás o coração, nem fecharás a mão para teu irmão pobre; pelo contrário, abrirás a mão para ele e certamente lhe emprestarás o que ele precisa, o suficiente para a sua necessidade. Cuidado para que não tenhas pensamento mau no coração e venhas a dizer: Está se aproximando o sétimo ano, o ano do perdão; que o teu olhar não seja maligno para com teu irmão pobre, fazendo com que não lhe dês nada; e ele clame contra ti ao SENHOR, e haja pecado em ti".  Talvez temos aqui uma resposta bem interessante ao verso 25 do salmo 37, "Já fui moço, e agora estou velho; mas nunca vi o justo desamparado, nem seus descendentes a mendigar o pão". Se aceitarmos esse princípio como válido para melhor entendermos o verso 25 do salmo 37, as nossas frustrações serão bem menos causticante, uma vez que há muitos cristãos sinceros, piedosos e tementes a Deus padecendo necessidades extremas. 

 Partindo para os ensinamentos do Novo Testamento, não vemos esse tema sendo trabalhado em profusão, como o temos no Antigo Testamento. Mas algumas passagens são importantes para clarificar o tema. O texto mais emblemático é o de Jesus com o jovem rico relatado pelos evangelhos sinóticos. Em Lc.18.22,23, temos a seguinte mensagem: "[...]  Vende tudo quanto tens, reparte com os pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo isso, ele ficou muito triste, porque era muito rico". Somos informados pelo final do verso 23, que foi o apego as riquezas que fez com que o jovem saísse triste. Será que é a partir daí que temos que nos preocupar, que nem sempre riqueza financeira é sinônimo de bênção de Deus, principalmente quando elas são colocadas acima de Deus e do próximo? 
Não quero ser radical ao ponto de dizer que as pessoas por serem ricas financeiramente não vão para o céu, assim como as que são pobres, e principalmente, as que vivem em estado de vulnerabilidade social, herdarão o Reino de Deus. Apenas alerto para o perigo de se fazer associações indevidas com a palavra de Deus! 
Deus pode, e eu acredito que Ele quer isso para os seus filhos, nos fazer pessoas prósperas em muitas áreas da nossa vida. Até porque o seu desejo como vimos em Dt.15.7 é " Entretanto, não haverá pobre algum no teu meio [...]", passagem corroborada pelo profeta Isaías em 1.19, "Se estiverdes prontos a ouvir, comereis o melhor desta terra;", sempre devemos colocar esses textos no campo da aliança da terra prometida, mas que se torna um princípio válido e aplicavél para todas as eras, é o que eu entendo. Desde que as minhas posses, como bênçãos de Deus, sejam compartilhadas com os que tem necessidade! Será que isso é algo recorrente na igreja hoje em dia?

No outro extremo, temos a TP com a sua lamentável postura diante desse tema. Quando analisamos a prosperidade bíblica, frente ao que a TP faz, vemos muitas incongruências com a palavra de Deus. Só para termos uma ideia, há um livro de Edir Macedo intitulado "Aliança com Deus", só o título é bem instigador. Nas páginas 16,17 ele faz uma explanação na tentativa de explicar a atitude desprendida da viúva pobre de Mc.12.44. Assim ele explica a atitude dessa viúva: "[...] Se ela estava dando o seu tudo, é porque, certamente, tinha fé de que o Senhor iria lhe DEVOLVER multiplicado! [...] A viúva revelou a Deus a sua fé, porque se ela não tivesse a certeza de que Aquele a quem estava dando o seu tudo era suficientemente poderoso para suprir todas as suas necessidades, não teria dado nada. Muito pelo contrário, teria pedido!"(ênfase acrescentada). Uau, que interpretação! Por que esse tipo de atitude diante do texto é corroborada por muitos hoje em dia? Talvez, me arrisco a dizer, por causa da vontade de que Deus preencha obrigatoriamente os anseios egoístas dos ofertantes, que ofertam achando que Deus é obrigado a MULTIPLICAR o que eles colocaram no atar. Essa é uma prática que certamente Deus não exige de nós hoje, até porque, Jesus não usou isso como cavalo de batalha para granjear riquezas para si, nem muitos menos fomentar essa prática na vida de ninguém.  

Quero encerrar essa questão aqui, fazendo uso das palavras de Craig Blomberg, registradas no seu livro "Nem Pobreza, Nem Riqueza", que nos ensina como devemos portar diante das bênçãos financeiras que Deus, porventura, venha nos conferir, e sobretudo, no que concerne o perigo de o dinheiro ocupar o nosso coração: "[...] Em nenhum caso, o dinheiro para o ministério - ou a expectativa de remuneração razoável - é condenado. Porém, quando o desejo de recompensa material torna-se uma aliança que pode ser descrita como "amor", passa a ser vergonhoso e causa desgraça" (Nem Pobreza, Nem Riqueza, Ed. Esperança, p.207).  
Não é pecado possuir uma bela mansão, um carro de luxo, conta bancária polpuda e etc, mas se essas coisas ocupam o seu coração e é um alvo que você acha que Deus é obrigado a dar, mediante a sua atitude de ofertante, comece a refletir para ver se você não está sendo levado pela sua viu concupiscência da vida.   
Que Deus nos ajude a fugir das preocupações exacerbadas com as riquezas, ou seja, ao vil metal precioso, pois fazendo assim alguns, como diz o apóstolo Paulo, "e por causa dessa cobiça alguns se desviaram da fé e se torturaram com muitas dores", 1Tm.6.10b.
*AACO

     

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Pastor Ângelo
AS 10:30

sexta-feira, 28 de março de 2014

0 JESUS, O AMOR VERDADEIRO

PREGAÇÃO EM SOLEDADE DIA 23/03/2014 
Texto: Jo.13.1-17 
Int.: “O Evangelho de João tem como finalidade mostrar a divindade de Cristo de forma bastante acentuada. Como diz o comentarista Moody “  Simples na linguagem e estrutura, este livro é, não obstante, uma exposição profunda da pessoa de Cristo colocada em cenário histórico [...]”. E quanto a sua mensagem diz ainda o mesmo comentarista “[...] Tem uma mensagem para o discípulo humilde do Senhor e também para o mais adiantado teólogo”. Quanto ao proposito o próprio livro deixa uma pista bastante elucidativa no capítulo 20.31,32, como diz Moody: “João 20:30, 31 declara construtivamente que foi escrito com a esperança de se criar nos leitores a convicção de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, para que a vida viesse através da fé nEle”
TEMA: "Jesus, o amor que mostra a diferença”
Quais características em Jesus o qualifica como o amor que mostra diferença?
Vejamos alguns pontos nessa passagem que revelam o quanto Jesus é o amor que mostra a diferença .
I – O seu amor tem duração final e objetiva, v 1
a)   O amor de Cristo foi demonstrado de forma definitiva, cf. Jo. 15.13
b)   O amor de Cristo foi demonstrado por pessoas inúteis como nós, cf. Jo. 7.5; 15.13.
c)   O amor de Cristo foi sacrificial, v 1 “Amou-os até o fim”.  O termo telos aqui remete a ideia de amar até o limite mais insuportável, até a morte. Cf. Jo. 17.23 “eu neles, e tu em mim, para que eles sejam levados à plena unidade, a fim de que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, assim como me amaste”.
II – O SEU AMOR É ALGO PRÁTICO, VV 2-12
a)   Cristo sabia perfeitamente quem ele era e os que o cercavam, v v 2,3. A diferença do amor de Cristo é justamente porque ele amou aqueles que não mereciam o seu amor. Graças a Deus que o seu amor independia do nosso amor por ele, v 2, cf. Jo.15.9; Ef.2.8; 1ª Jo. 4.19
b)   Consciente da sua missão Cristo parte para o exercício do amor, vv 3-5. Cristo não era equivocado quanto o que esperava da sua missão, cf. 3.13,14.
c)   Ter parte no amor de Cristo é ter a convicção de vida eterna, vv 6-11, cf. Jo.3.18, “Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê, já está condenado, pois não crê no nome do Filho unigênito de Deus”. É impossível querer a salvação longe do amor de Cristo, pois nele Deus demonstrou a prova do seu infinito amor, cf. Rm. 5.6-8, "Ora, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo adequado. Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois talvez alguém até use morrer por quem faz o bem. Mas Deus prova o seu amor para conosco ao ter Cristo morrido por nós quando ainda éramos pecadores".
III – O AMOR DE CRISTO NOS LEGA O EXEMPLO A SER SEGUIDO, VV 12-17.
a)   Após a demonstração de humildade, Cristo aplica-a aos seus discípulos, v 12. O silêncio dos discípulos parece que nos dá a entender que eles não entenderam o exemplo de Cristo. Cristão sem referência não é cristão autêntico.
b)   A atitude de Cristo tinha como objetivo refrear o desejo de poder por parte dos discípulos, vv 13-15, Lucas diz que eles estavam discutindo quem era o maior, cf. 22.24, e também cf. Mt.20.20, temos a mãe de dois deles fazendo um pedido inusitado a Cristo: "Então, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se dele com seus filhos, prostrando-se e fazendo-lhe um pedido. Jesus lhe perguntou: Que queres? Ela lhe respondeu: Concede que no teu reino estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita, e outro à tua esquerda".
c)   Cristo como exemplo, os discípulos como peças do seu testemunho, vv 16-18. Os discípulos deviam conceber a ideia de que Cristo como Senhor deu o exemplo, eles como agentes responsáveis de reproduzir o exemplo do Mestre.  Tiago diz em 1.22ss que: "Sede praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando a vós mesmos. Pois, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, é semelhante a um homem que contempla o próprio rosto no espelho; porque ele se contempla, vai embora e logo se esquece de como era. Entretanto, aquele que atenta bem para a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas praticante zeloso, será abençoado no que fizer. Se alguém se considera religioso e não refreia sua língua, engana seu coração, e sua religião é inútil".   
Conclusão:
Não existe prova de amor maior do que a que Deus nos deu, tem até um hino cristão que diz: “Prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão, eis que eu vos dou o meu novo mandamento: ‘amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado’ vós sereis os meus amigos se seguirdes meu preceito: ‘amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado’”. Portanto, se queremos ser cristãos como sal e luz, o mundo está a nossa espera para brilhar com a glória de Cristo.

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Pastor Ângelo
AS 12:13

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