PREGAÇÃO EM SOLEDADE DIA
23/03/2014
Texto: Jo.13.1-17
Int.:
“O Evangelho de João tem como finalidade mostrar a divindade de Cristo de forma
bastante acentuada. Como diz o comentarista Moody “ Simples na linguagem e estrutura, este livro
é, não obstante, uma exposição profunda da pessoa de Cristo colocada em cenário
histórico [...]”. E quanto a sua
mensagem diz ainda o mesmo comentarista “[...]
Tem uma mensagem para o discípulo humilde do Senhor e também para o mais
adiantado teólogo”. Quanto ao proposito o próprio livro deixa uma pista
bastante elucidativa no capítulo 20.31,32, como diz Moody: “João 20:30, 31
declara construtivamente que foi escrito com a esperança de se criar nos
leitores a convicção de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, para que a vida
viesse através da fé nEle”
TEMA: "Jesus, o amor que mostra a diferença”
Quais características em Jesus o qualifica como o amor
que mostra diferença?
Vejamos alguns pontos nessa passagem que revelam o quanto
Jesus é o amor que mostra a diferença .
I – O seu amor tem duração final e
objetiva, v 1
a) O amor de Cristo foi
demonstrado de forma definitiva,
cf. Jo. 15.13
b) O amor de Cristo foi
demonstrado por pessoas inúteis como nós,
cf. Jo. 7.5; 15.13.
c) O amor de Cristo foi
sacrificial, v 1 “Amou-os até o
fim”. O termo telos aqui
remete a ideia de amar até o limite mais insuportável, até a morte. Cf. Jo. 17.23
“eu neles, e tu em mim, para que eles
sejam levados à plena unidade, a fim de que o mundo reconheça que me enviaste e
os amaste, assim como me amaste”.
II
– O SEU AMOR É ALGO PRÁTICO, VV 2-12
a) Cristo sabia
perfeitamente quem ele era e os que o cercavam, v v 2,3. A diferença do amor de Cristo é justamente
porque ele amou aqueles que não mereciam o seu amor. Graças a Deus que o seu
amor independia do nosso amor por ele, v 2, cf. Jo.15.9; Ef.2.8; 1ª Jo. 4.19
b) Consciente da sua
missão Cristo parte para o exercício do amor, vv 3-5. Cristo não era equivocado quanto o que esperava da sua
missão, cf. 3.13,14.
c) Ter parte no amor de
Cristo é ter a convicção de vida eterna, vv 6-11, cf. Jo.3.18, “Quem nele crê não é condenado; mas quem não crê, já
está condenado, pois não crê no nome do Filho unigênito de Deus”. É impossível
querer a salvação longe do amor de Cristo, pois nele Deus demonstrou a prova do
seu infinito amor, cf. Rm. 5.6-8, "Ora, quando ainda éramos fracos, Cristo
morreu pelos ímpios no tempo adequado. Porque dificilmente haverá quem morra
por um justo; pois talvez alguém até use morrer por quem faz o bem. Mas Deus
prova o seu amor para conosco ao ter Cristo morrido por nós quando ainda éramos
pecadores".
III
– O AMOR DE CRISTO NOS LEGA O EXEMPLO A SER SEGUIDO, VV 12-17.
a) Após a demonstração de humildade, Cristo aplica-a aos
seus discípulos, v 12. O silêncio dos discípulos parece que nos dá a entender
que eles não entenderam o exemplo de Cristo. Cristão sem referência não é
cristão autêntico.
b) A atitude de Cristo tinha como objetivo refrear o desejo
de poder por parte dos discípulos, vv 13-15, Lucas diz que eles estavam
discutindo quem era o maior, cf. 22.24, e também cf. Mt.20.20, temos a mãe de
dois deles fazendo um pedido inusitado a Cristo: "Então, a mãe dos filhos
de Zebedeu aproximou-se dele com seus filhos, prostrando-se e fazendo-lhe um
pedido. Jesus lhe perguntou: Que queres? Ela lhe respondeu: Concede que no teu
reino estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita, e outro à tua
esquerda".
c) Cristo como exemplo, os discípulos como peças do seu
testemunho, vv 16-18. Os discípulos deviam conceber a ideia de que Cristo como
Senhor deu o exemplo, eles como agentes responsáveis de reproduzir o exemplo do
Mestre. Tiago diz em 1.22ss que: "Sede praticantes da palavra e não
somente ouvintes, enganando a vós mesmos. Pois, se alguém é ouvinte da palavra
e não praticante, é semelhante a um homem que contempla o próprio rosto no
espelho; porque ele se contempla, vai embora e logo se esquece de como era.
Entretanto, aquele que atenta bem para a lei perfeita, a lei da liberdade, e
nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas praticante zeloso, será
abençoado no que fizer. Se alguém se considera religioso e não refreia sua
língua, engana seu coração, e sua religião é inútil".
Conclusão:
Não
existe prova de amor maior do que a que Deus nos deu, tem até um hino cristão
que diz: “Prova de amor maior não há, que
doar a vida pelo irmão, eis que eu vos dou o meu novo mandamento: ‘amai-vos uns
aos outros como eu vos tenho amado’ vós sereis os meus amigos se seguirdes meu
preceito: ‘amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado’”. Portanto, se
queremos ser cristãos como sal e luz, o mundo está a nossa espera para brilhar
com a glória de Cristo.
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